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24/06/2024 às 19h30min - Atualizada em 24/06/2024 às 19h30min

Perspectiva para investir na indústria da construção é promissora

A expectativa para a intenção de investimentos na indústria por empresários do setor da construção explicita dados promissores, conforme a sondagem da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, com avanços de 0,7 pontos de maio para junho, sinalizando 46,6 pontos, levando em consideração a média histórica de 37,5 pontos.

“Esse aumento está sendo puxado, principalmente, pelas empresas que atuam com obras de infraestrutura e pode estar relacionado ao novo Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC) e às iniciativas de reconstrução do Rio Grande do Sul. É o terceiro aumento consecutivo deste índice este ano”, explica a economista da CNI, Paula Verlangeiro.


O indicador examina três setores: de edifícios, que avançou 0,2 ponto em junho; obras de infraestrutura, que apresentou aumento de 1,8 ponto; e serviços especializados para construção, com recuo de 2,7 pontos.

No entanto, em outro enquadramento levantado pela CNI, aponta que em avaliação realizada pela entidade no primeiro semestre deste ano, o patamar de confiança do segmento de desenvolvimento da indústria foi comedido, contudo, o índice calculado durante o período ficou sempre acima de 50 pontos, descartando o fator negativo.   

“Ainda há outros fatores econômicos que afetam a confiança do empresário industrial, como a Reforma Tributária, que ainda está em fase de regulamentação; e como as taxas de juros que, apesar de terem recuado em relação ao ano passado, ainda seguem em um patamar que restringe a atividade econômica”, elucida Larissa Nocko, também economista da CNI.


As análises averiguaram que em termos de pontuação o setor mostra um decréscimo, principalmente no mês de junho, com itens nos 52,2 e numa janela chegando a 46,2 (índice de Condições Atuais). Se comparando ao mês de junho dos anos anteriores o panorama está abaixo, sendo em 2021 (61,7 pontos) e 2022 (57,8 pontos).

ENERGIAS SOLAR E EÓLICA: O NORDESTE É O FOCO DA INDÚSTRIA  


O Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), entregou em janeiro deste ano um plano de metas para a política do segmento no intuito de alavancar o setor até 2033, configuração estabelecida no programa Nova Indústria Brasil (NIB) que prevê R$ 300 bilhões em investimentos para a neoindustrialização do país.

As prioridades de medidas do NIB inserem como o financiamento de soluções tecnológicas para reduzir as emissões de carbono, o desenvolvimento de biocombustíveis, a geração de energias renováveis, além da produção de bioprodutos e bioinsumos a partir de fontes renováveis.



Atualmente, a região Nordeste concentra a geração de 83% da energia solar e eólica do país, conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), e o posicionamento da CNI é potencializar ainda mais esse quadro, nesta fase da agenda da sociedade civil que debate a transição energética.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, acredita que a região se encontra num momento favorável de crescimento econômico a partir dos fatores favorecidos pela conjuntura das energias renováveis.“Vamos buscar as vantagens competitivas do Nordeste. Temos um projeto fantástico para o Semiárido e um enorme potencial para as energias renováveis. Esse trabalho todo pode ser feito com o Banco Nordeste e com o BNDES”, relatou Alban.


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