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30/06/2024 às 13h15min - Atualizada em 30/06/2024 às 13h15min

Amport e DNIT se unem para combater efeitos da seca no Rio Tapajós: dragagem imediata é crucial para minimizar impactos.

Santarém, Pará

Em meio à iminência de uma severa seca nos próximos meses, a Associação dos Proprietários e Operadores de Terminais Portuários (Amport) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) se unem em prol da dragagem imediata no Rio Tapajós. A medida visa mitigar os efeitos negativos da estiagem sobre a logística de grãos na região, um setor crucial para a economia local.

A dragagem consiste na remoção de sedimentos do leito do rio, aprofundando o canal de navegação e permitindo a passagem segura de embarcações de maior porte. Essa ação é essencial para garantir o escoamento da produção agrícola, especialmente durante a safra de soja, que se concentra nos meses de fevereiro a abril.

"A dragagem é fundamental para evitar o encalhamento de barcaças e a interrupção do transporte fluvial, o que geraria prejuízos imensuráveis para o setor agrícola e para a economia do Pará como um todo", afirma o presidente da Amport,Flávio Acatauassú. "Estamos em contato constante com o DNIT para que as obras sejam iniciadas o mais rápido possível e que possamos minimizar os impactos da seca."

Seca ameaça logística de grãos e economia regional


A estiagem prevista para os próximos meses no Rio Tapajós preocupa o setor portuário e as autoridades locais. A baixa vazão do rio pode inviabilizar a navegação de grandes embarcações, comprometendo o escoamento da produção de soja e outros grãos produzidos na região.

"A seca pode gerar um colapso na logística de grãos, com reflexos negativos no preço dos alimentos e na economia do estado", alerta  especialista em agronegócio. "É fundamental que as medidas para mitigar os efeitos da estiagem sejam tomadas com urgência e eficiência."

Mobilização conjunta para garantir a navegabilidade do rio


A Amport e o DNIT estão trabalhando em conjunto para garantir a navegabilidade do Rio Tapajós durante a estiagem. Além da dragagem, outras medidas estão sendo consideradas, como a otimização da carga nas barcaças e a utilização de embarcações de menor porte.

"Estamos empenhados em encontrar soluções criativas e eficazes para garantir o transporte fluvial de grãos, mesmo em períodos de seca", ressalta o superintendente do DNIT no Pará, Diego Benitah Batista . "A colaboração entre o setor privado e o poder público é fundamental para superarmos esse desafio."


Combate à seca exige ações conjuntas e medidas de longo prazo

Enquanto a dragagem e outras medidas emergenciais são essenciais para mitigar os efeitos da seca no curto prazo, é fundamental buscar soluções de longo prazo para garantir a navegabilidade do Rio Tapajós. Isso inclui investimentos em infraestrutura, como a construção de eclusas e barragens, e a implementação de políticas públicas para a gestão dos recursos hídricos.

"A seca é um problema complexo que exige ações conjuntas e medidas de longo prazo", enfatiza João, produtor de soja. "Precisamos investir em soluções sustentáveis para garantir a segurança hídrica e o desenvolvimento sustentável da região."


A união de esforços entre a Amport, o DNIT e demais stakeholders é fundamental para enfrentar os desafios da seca e garantir o futuro próspero do Rio Tapajós e da região.




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