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01/07/2024 às 21h24min - Atualizada em 02/07/2024 às 00h00min

Corrupção Eleitoral: Pesquisa revela alta incidência de compra de votos no Brasil

Política

EDUARDO MICHELETTO
Micheletto Comunicação

Freepik

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Não Aceito Corrupção (Inac) revela que a compra de votos continua a ser uma prática recorrente e amplamente reprovada pelos eleitores brasileiros. O levantamento, conduzido pela Ágora Pesquisa entre março e maio deste ano, entrevistou 2.026 eleitores de diversas regiões, classes sociais e gêneros, destacando a gravidade da situação no cenário eleitoral do país.

Incidência da Compra de Votos

Os resultados da pesquisa são alarmantes: 62% dos entrevistados conhecem alguém que trocou o voto por dinheiro, enquanto 54% relataram ter sofrido ao menos uma tentativa direta de corrupção eleitoral nos últimos dez anos. A prática é considerada uma das mais repudiadas pelo eleitorado, junto com funcionários fantasmas, rachadinha e nepotismo.

Valores Regionais dos Votos

O estudo também mapeou o preço médio do voto por região, revelando uma variação significativa: Nordeste (R$ 124,62), Norte (R$ 138,83), Sudeste (R$ 139,58), Centro-Oeste (R$ 140,54) e Sul (R$ 142,88). Esses números refletem a persistência da prática em diferentes partes do país, indicando um problema enraizado no sistema eleitoral brasileiro.

Desconhecimento dos Canais de Denúncia

Outro dado preocupante da pesquisa é o desconhecimento dos canais de denúncia. Apenas 20% dos entrevistados afirmaram conhecer as ferramentas disponíveis para reportar casos de compra de votos, enquanto 80% não conhecem ou não confiam nesses canais. Essa falta de informação compromete a eficácia das ações de combate à corrupção eleitoral.

Comentários de Ricardo Holz

Ricardo Holz, autor do livro "Manual Básico para Não Ser Enganado por Político", comentou sobre os resultados da pesquisa. "É desolador ver que a compra de votos ainda é uma realidade tão presente. Isso mostra uma falha grave no nosso sistema eleitoral e na educação política da população", afirmou Holz.

Holz também destacou a importância de fortalecer os canais de denúncia. "Se a população não conhece ou não confia nos canais de denúncia, a corrupção eleitoral continuará a acontecer impunemente. Precisamos investir em campanhas de conscientização e garantir a transparência e a eficácia dessas ferramentas."

Preocupações da População

A pesquisa revela que a corrupção ocupa o oitavo lugar na lista de preocupações da população, atrás de saúde, educação e segurança pública. A percepção sobre a gravidade da corrupção varia conforme a idade e a renda dos entrevistados, com uma preocupação crescente entre os mais velhos e os de maior renda.

Cenários Hipotéticos de Corrupção

Os participantes da pesquisa avaliaram cenários hipotéticos de corrupção, dando notas de 1 a 7 para o grau de reprovabilidade de cada um. A prática mais inaceitável foi o peculato, com uma média de aceitação de 1,2, enquanto a mais aceitável foi a prevaricação, com uma média de 5,2. Esses resultados mostram que os brasileiros têm maior tolerância para atos de corrupção relacionados a serviços, como o pagamento de propina para evitar uma multa de trânsito, enquanto a maior reprovação é direcionada aos desvios da classe política.

Eleições Municipais 2024

Este ano, os eleitores brasileiros voltarão às urnas para escolher prefeitos e vereadores em mais de cinco mil cidades do país. Ricardo Holz enfatiza a importância de um voto consciente e informado. "A mudança começa com o voto responsável. Eleitores bem informados podem fazer a diferença na luta contra a corrupção. Precisamos escolher candidatos que representem a integridade e o compromisso com a ética."

A pesquisa do Inac sublinha a urgência de combater a corrupção eleitoral no Brasil. A promoção de canais de denúncia eficazes e a educação política são fundamentais para construir uma democracia mais sólida e justa. "Somente com a participação ativa e informada da população podemos esperar um futuro mais transparente e livre de corrupção.", conclui Ricardo Holz.


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EDUARDO GIOELI MICHELETTO JOEL
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