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31/03/2020 às 09h12min - Atualizada em 31/03/2020 às 09h12min

Brasil é o 3° país a ter a maior quantidade de respiradores no mundo

Os aparelhos são fundamentais para tratar pacientes graves e sua falta já é uma realidade enfrentada por outros países, como a Itália

Neste período de início do Covid-19, o Brasil foi um dos países que mais rapidamente iniciou o processo de controle da infecção.
Ontem saiu numa edição do Hospital John Hopikins (EUA) que o Brasil é o 3° país a ter a maior quantidade de respiradores no mundo, com 61.000 aparelhos funcionando, perdendo somente para os EUA e a Alemanha.

A falta de respiradores já é uma realidade no mundo. A Itália, por exemplo, tem 60 milhões de habitantes, 86.498 casos de coronavírus e a maior taxa de mortes pela doença: 9%. Em um único dia foram registrados 919 óbitos. Em grande parte, por falta de respiradores. Frequentemente médicos precisam escolher qual paciente terá acesso ao equipamento. Daí a preocupação com uma possível insuficiência de leitos com esses equipamentos por aqui.

No Brasil, o Ministério da Saúde já se adiantou para deixar o cenário mais parecido com o da Alemanha do que com a Itália. De acordo com a pasta, todos os 3.000 leitos de UTI volantes de instalação rápida anunciados pela Ministério para enfrentamento da Covid-19 já vem com respiradores. Desse total, 200 leitos já foram instalados nos estados de SP, RJ, MG e RS – os mais afetados pela epidemia no momento. As outras 340 unidades estão disponíveis à espera de solicitação dos estados.

Na semana passada, o Ministério da Saúde informou que o governo decidiu proibir a exportação de ventiladores e iria zerar o imposto de importação sobre produtos de UTI, incluindo respiradores. Além disso, há expectativa de adquirir 17.000 respiradores extras. A pasta entrou em contato com a China sobre o interesse em receber equipamentos hospitalares ociosos.

Uma medida mais recente, que tem desagradado os estados é a requisição de toda a produção nacional de respiradores e centralização da compra desses equipamentos. O ministro Luiz Henrique Mandetta informou que a produção de respiradores no Brasil está acelerada, podendo chegar até 400 aparelhos por semana. A medida fez com que a produção da indústria de respiradores precise de autorização do Ministério para ser vendida, mesmo para órgãos de saúde nacionais. O objetivo do governo é distribuir esses equipamentos, de acordo com o aumento do número de casos do novo coronavírus em cada região do país.


“Nosso esforço de produção de equipamentos de proteção individual e ventiladores vai crescendo. A gente já consegue hoje falar em 300, 400 respiradores por semana, só na produção nossa interna, para o SUS.” diz o Ministro Mandetta.

As principais empresas brasileiras que fabricam essas máquinas são a Dixtal Biomédica (da Phillips), a Intermed Equipamento Médico Hospitalar (da BD), e a K. Takaoka. Mas, na sexta-feira 20, já houve burburinho de que a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) negocia com o governo sobre a possibilidade de complementar a produção dos equipamentos.

Outra opção, avaliada no mundo inteiro é ventilar mais de um paciente em um mesmo respirador. Entretanto, essa é uma opção temporária e que só deve ser usada em última instância. Os ventiladores foram desenvolvidos para uso individual e a segurança de usar o mesmo respirador em dois pacientes não foi devidamente estudada.
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